sábado, 24 de dezembro de 2011

Deveria rir

Deveria rir,
deveria sorrir...
Mas tudo que apenas consigo...
É.. Chorar...

Queria esquecer, de tudo, e apenas, desejar...
Queria sonhar, ver que em um único dia tudo pode acontecer...
Porém, sei que isso, só seria uma simples ilusão...

É irônico ver.. Que todos agora, felizes querem ser...
Mas oque adianta, se amanha, tudo ira voltar ao normal?
Poderia sonhar...  Para que?
Se o destino do ser humano, é sofrer.

A neve esta caindo,
e as árvores, surgindo...
E só algo sutil nascendo...
Sim, é a dor, é o pecado...
Crescendo...

"Todos querem rir,
todos buscam renascer,
mas na verdade só desejam esquecer...
Do MUNDO miserável, que estão a viver...
Oque adianta, se iludir,
se tudo oque fazemos,
é fugir?"

sábado, 17 de dezembro de 2011

Um suspiro

Um suspiro...
Um sentimento...
Um desespero...
Um presentimento...

Como um imenso castelo,
com suas janelas celestais,
com detalhes naturais..
Mas sem nenhum corpo, carnal...

É assim que se encontra o meu coração...
Sem nenhum sentimento,
sem nada para guardar...
Apenas o sangue, a passar...

Na janela consigo ver,
uma noite, sem nenhum brilho...
Nem nenhuma estrela...
Tudo esta morto... Tudo esta... Acabado..

Nessa noite, há:
chuva...
Tristeza...
E a imensa, solidão...

Ao olhar para o meu lar..
Vejo que algo esta a faltar..
Oque, oque será?
Será que é, o meu coração,
que agora, não esta mais a palpitar?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Em uma noite sem luar


Em uma noite sem luar, tento inutilmente sair de um pesadelo que esta a me perseguir por dias, por meses... Por anos...  Uma noite sem brisa... Uma noite sem pássaros a dormir... Só o silencio a persistir...
Ao acordar, percebo que meu pescoço, uma marca agora, esta a registrar  e tento lembrar, do meu passado para tentar saber o que aconteceu... Porém... Memórias não são feitas para alegrar e sim... Para chorar... Nada... Então, o que será que fiz?
Agora sinto uma vontade de querer seu sangue, como nunca antes, presenciei, vivia um amor impossível entre um humano carnal, e um anjo...  Imortal...
Levanto da minha cama, olho para o relógio... Duas horas... Duas horas... Nesse silencio apenas escuto o som da batida do meu coração... E se agora, ele parasse?  Nada... Apenas, um irônico desejo...
Vou em direção a  minha janela, pensando... “Será que agora que sou frio, poderei ter o meu querido anjo, sombrio?”
Mas sem respostas... Sem revelação...
Tento olhar perante a escuridão, uma chance de esclarecer meu destino... Oque é aquilo?
Uma estrela? Ou é a minha imaginação?
Não! É ela! O meu anjo, a minha deusa!
Corro atrás dela, tento chegar o mais próximo...

O que aconteceu? O que estou vendo?
Porque ? Porque você... meu anjo... Esta sangrando?
Agora tudo faz sentindo, lembrei o que fiz na noite passada...
Tentei tirar minha vida, para nosso amor impossível... Enfim, tornar possível!

Sangue, sangue continua a cair...
Vejo um simples detalhe... Em um simples relance...
Ao virar imortal, meu anjo, tão querido... Se tornou, mortal...
"Porque?! Fiz tudo para você, e agora vejo que há outro impasse em nosso futuro..."
E no final da noite...
Ela me responde... Em um único suspiro:
" É impossível nossa união, pois dentro de ti... Ainda bate...
Um coração..."

domingo, 4 de dezembro de 2011

Quando penso que tudo terminou

Quando penso que tudo terminou...
Percebo que a dor, só começou...

Continuo a dormir sem amor,
vivendo com o rancor...
E a única coisa que tenho a dizer...
É sentir a Lua, a se distanciar de mim...

No meu jardim,
rosas não florescem mais...
As que existiam estão mortas...
E agora, apenas grama á nascer...

o que isso quer dizer?
o que posso perceber?
Tudo oque vivi foi deixado para trás...
E oque irei ver, será rápido de esquecer...

Ao fechar os olhos, tento lembrar...
A época em que era feliz,
a época que conseguia rir...
Porque agora sou apenas uma pessoa...
Que tenta, inutilmente... Sorrir...

O Que é necessário para um corpo sem alma, esquecer?
Esquecer das memorias que me fazem sangrar...
Oque preciso para morrer?
Para finalmente dormir, nesse jardim...
Onde a minha ultima rosa...
Morta, esta.